Me chamo Leandra e sou apaixona pelas histórias da vida

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Justo a mim coube ser eu...

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Palavra

Recentemente conheci uma palavra: inefável – o que não pode ser nomeado, designado ou descrito devido à sua complexidade natural, intensidade ou beleza;
No alto da minha experiência como mãe, posso afirmar que tem sido uma jornada realmente indescritível.
É que há tempos tenho procurado palavras para descrever sensações tão profundas e genuínas.
Só sei dizer que meu bebê esconde um cheirinho inebriante no pescoço, ali perto da orelha, entre uma dobrinha e outra.
Digo também que sou tomada por uma ternura absurda quando ele repousa a cabeça no meu ombro e a alegria é imensa quando ele me olha profundamente enquanto mama.
Mas como explicar o sorriso que ele me dá quando acorda?
E que palavras usar para expressar o que sinto quando ele aperta minha mão com força?
O fato é que mesmo juntando todos os adjetivos do mundo, há emoções que simplesmente não conseguimos mensurar, explicar ou descrever.
Esse amor é assim.
Acho que em cada um toca de um jeito e aflora um sentido mais que outro, mas em qualquer situação as palavras são insuficientes.
Mas juro que eu queria ao menos uma para definir esse amor que só o Lucca foi capaz de despertar.

Revolução? 

Explosão? 

Emoção? 

Inefável...

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Amor canino

Quando ela chegou, tão pequenininha, arteira e com apenas dois meses, mudou a minha vida.
Cresceu tão rápido e logo me ajudou a perder o medo de morar em casa.
Se transformou na minha amiga, minha companheira, a sombra que me seguia o tempo todo pela casa.
A ela eu credito a melhora das minhas dores no ombro e o fato de ter conseguido realizado o grande sonho de ser mãe.
Ela trouxe leveza para a minha vida.
Quanta responsabilidade para uma cachorrinha, não?
E eu, que já havia criticado as pessoas que tratavam seus bichinhos como filhos, logo me vi ali, completamente apaixonada. Encantada com sua maneira de dormir toda desajeitada, seus olhos meigos e pedintes que conseguem tudo de mim e sua incrível alegria de viver.
É tanto amor que realmente fica difícil explicar. Só quem sente mesmo...
Às vezes, como agora, queria diminuir a intensidade desse amor, e a ver somente como um cão de guarda talvez. Mas é tarde, ela me ganhou...
E mesmo depois da chegada do meu bebê tão esperado, ela ainda tem um lugar cativo, que conquistou com cada lambida, cada carinho, cada silêncio quando eu simplesmente a abraçava e chorava. Havia uma época que parecia ser a única que me entendia...
Agora estou aqui, rezando pela sua saúde, pedido a Deus que nos ajude a encontrar uma saída e acordarmos desse pesadelo.

Se passaram apenas dois anos desde que ela chegou e ainda tem muito a me ensinar. Que tenhamos essa chance...

quinta-feira, 25 de abril de 2013

E enfim você chegou

Chegou sem pedir licença e invadiu meu coração.
E sabe que ainda fico abobada quando te olho, tentando entender esse amor.
Me procuro em você...e me encontro!
E tenho a impressão de que sempre esperei por esse momento.

Não, nem tudo são flores. As noites mal dormidas, as dores, a preocupação, o cansaço, uma hora tudo isso pesa bastante.
Mas é incrível, pois basta um olhar, um pequeno gesto, um sorriso e ah...faz tudo realmente valer a pena.

Obrigada meu filho, por explicar esse mundo para mim. E por dar sentido a tudo.

terça-feira, 19 de março de 2013

Reta final


E chegamos à reta final. Foi uma aventura rápida, porém muito intensa.

Uma experiência única, repleta de sensações indecifráveis, de momentos sensíveis e outros de uma força quase visceral.

Lembro-me do primeiro dia, da emoção ao nos depararmos com o resultado do teste, da sensação de incredulidade, do primeiro ultrassom, das batidas frenéticas daquele minúsculo coração...Tudo tão surreal, tão distante e ao mesmo tempo quase tangível.

O que fica de tudo isso é o sentimento mais genuíno do qual jamais experimentei.
Realmente trata-se de um amor imenso por um ser que eu ainda sequer conheço. Mas que é uma parte de mim, a extensão da minha existência, o fruto gerado no meu ventre. É como tomar um cálice do elixir da vida. E é enxergar o sentido da própria vida!

Com ele eu dividi todas as minhas emoções, meu alimento e o ar que respiro. Ele é o único que conhece a batida do meu coração...por dentro.
E agora, com a ansiedade no meu encalço, rogo a Deus que me dê sabedoria e discernimento para conduzi-lo pelo caminho da vida da melhor forma. De maneira que ele se torne um homem bom e de caráter.

Não posso afirmar que me sinto preparada, mas afinal, quem está?

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Pai

...para qualquer criança uma palavra tão fácil de aprender a escrever.
E para dizê-la, será fácil também? Sim. Costuma ser até uma das primeiras que todo bebê pronuncia, ainda que não assimilada de seu verdadeiro significado.
 
Para se dizer é preciso sentir, e sentir pressupõe interiorizar, vivenciar.
Toda criança, ao crescer, tem, no mínimo, três formas de pronunciar essa palavra.

Pai. Uma penosa e indiferente revelação de um nome, podendo ser qualquer nome, tanto faz, afinal, toda criança tem mesmo um pai. Tem?
Pai? Uma indagação indignada, irônica, doída da (des)proposital ausência paterna. Um desconhecido, um indiferente, de companhia, amor, cumplicidade, proteção.

Pai! Pai! Pai! Repetida por orgulho, o mesmo de quando se ganha uma corrida, se aprende a andar de bicicleta, a nadar sem bóia. Orgulho de si mesmo e orgulho do amigo de travessuras, do parceiro de imaginação, do incentivador para ajudar a levantar de um tombo e rir de si mesmo.

Todo pai já foi um menino. Mas a recíproca não é verdadeira – nem todo menino um dia será pai...especialmente um bom pai. E se tornando pai, que pai escolherá ser? Tantas são as escolhas, as possibilidades, as casualidades.
Carpinejar-filho encontra Carpinejar-pai. Quando pequeno, sofreu com a separação dos pais. Hoje, tenta fazer com que sua filha não sofra com igual distância, porque esteve dos dois lados da voz para compreender que o amor se faz indo e voltando.

Meu filho, minha filha é uma confissão do prazer que sente um homem ao se ver no outro, pequenino, e portanto também pequenino de novo mas agora pai, de quanta lembrança retorna de seus tempos de calção e pé no chão, de tanto de bom que viveu e precisa compartilhar, de tudo de ruim que passou e viu, e não quer para seus filhos.

Não é nada fácil ser pai, mas há algo nesta vida que seja fácil e bom ao mesmo tempo?
Rosemary Alves
Nunca publiquei aqui no blog nada que não fosse de minha autoria. O texto acima é o prefácio do livro Meu filho, minha filha do escritor Fabrício Carpinejar.
Para mim o tema é tão pertinente que valia a pena a reprodução nesse espaço e como pano de fundo para uma reflexão.
Aliás, essa é uma pauta sempre em voga para mim e já lidei com esse assunto de diferentes maneiras.
Lendo o texto, me identifiquei com a segunda definição: o cara ausente, indiferente de companhia e de amor, uma realidade tão doída e puxa, como já foi difícil.

Para qualquer criança é complicado lidar com o fato de que existe uma figura paterna, mas que não lhe dá a mínima e que simplesmente abre mão desse papel.
E por muito tempo não entendi essa distância, assumi como sendo minha culpa e concluí que eu não era boa o bastante para o meu pai. Essa insegurança se estendeu para vários campos da minha vida e precisei de ajuda para me livrar desse pensamento destrutivo.

Hoje, prestes a ter um filho, sei que vou vivenciar com ele esse prazer que me foi negado, o de ter um pai. Vou me deliciar com as aventuras que ele ainda vai experimentar ao lado da figura do homem que lhe dará incentivo, carinho e a mão quando ele cair.
Mal posso esperar...
“...meu filho, meu filho, te encontro de noite com os olhos enfunados, sábio, não choras de perdido e de fome. Os cabelos arregalados de espigas. Não pedes leite, colo, aconchego. Estás inteiro me reunindo. É como se me aconselhasses sem falar.
Tu e eu na noite como nunca antes. És meu filho e o pai que não tive, ou o filho que ainda não nasceu e tem o tempo livre para visitar meu ventre.”

domingo, 20 de janeiro de 2013

Nunca antes na história...

Corremos tanto no dia-a-dia que a maioria das ações sai mesmo no automático.

Ixi, será que já tomei o remédio?
Coloquei água nas plantas hoje?
Ultimamente preciso fazer check list até mesmo das ações cotidianas. Ando literalmente em alfa, com a memória muito seletiva.
Há listas de tarefas espalhadas pela casa toda. E ainda sim, coisas importantes passam despercebidas.

Mas e as estreias? Quando foi a última vez que constatei que estava fazendo algo pela primeira vez?
Acho que mesmo a ação mais banal, porém inédita na vida, deve ser de certa forma comemorada. Pois são elas que dão um gostinho peculiar na rotina.

Ir a um restaurante diferente, ver um filme que se tornará um clássico na sua coleção, ler um livro marcante, conhecer uma pessoa que se tornará especial, enfim, sair do modo automático e ter consciência plena do que acontece na sua vida.
Na semana passada tive uma primeira vez fantástica e inesquecível!

Ver meu bebê ao vivo, em 4D, saudável, perfeito e sorrindo causa um furor na gente, uma euforia quase histérica!
Sei que o Lucca virá para me proporcionar muitas e muitas primeiras vezes, tudo será inédito e um tanto inusitado.

Mas quero me lembrar de outros ‘pequenos’ eventos inaugurais, porque muitas vezes eles serão precedentes importantes para a história que está por vir.
Quero me lembrar delas como me recordo das primeiras vezes que compõem a minha vida...
E por que não desejar que elas sejam belas e especiais!

P.S: Ah, e falando em primeira vez...esse é o 1º post de 2013!!! 



                                      A primeira vez que vi esse sorriso...