Me chamo Leandra e sou apaixona pelas histórias da vida

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Justo a mim coube ser eu...

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Are you ready?

A gente cresce e a partir de algum momento começa a sonhar.
Idealiza, faz planos e se projeta para os grandes momentos da vida. Mas o fato é que nunca estamos verdadeiramente preparados.
Estudamos para fazer uma prova, para uma entrevista de emprego, ensaiamos quando vamos ter uma conversa difícil, mas a vida real te prega peças ela (aparentemente) não segue um roteiro.
E, infelizmente, não dotamos de uma máquina do tempo para voltar e refazer o que gostaríamos de mudar.

Não estamos preparados para o NÃO que iremos levar.
Tampouco para aquele desvio de rota que mudará completamente sua vida profissional.
Não nos preparamos para o fracasso, nem para a doença, muito pouco para as perdas.
Assim como não nos preparamos para aquela paixão avassaladora, nem para a preocupação  fraternal e muito menos te apresenta um Plano B completo quando as coisas dão errado.
A vida não te prepara quando enche seu coração do mais genuíno amor e também não te avisa quando irá se decepcionar.
Não estamos preparados para o amor que seu filho vai despertar nas pessoas, tampouco para a indiferença de outros.
Enfim, podemos e devemos estudar, sonhar, planejar, fazer contas e às vezes, guardar as moedinhas, mas o maior clichê do mundo não pode ser esquecido: a vida é uma viagem, é um passeio, vivido apenas uma vez, sem rascunho.

É comum sonhar com uma vida extraordinária...

E temos duas opções diante de tanto "despreparo": nos entregar à lamentação e à amargura ou viver um dia inteiro de cada vez...o seu dia extraordinariamente comum.

Confesso que muitas vezes alterno essas sensações e é nessas horas que volto a sonhar e começo tudo de novo...

sábado, 28 de fevereiro de 2015

365 sem você

Confesso que já parei de esperar por você quando eu chego em casa.
Quando ouço um latido já não paro aqueles segundinhos para constatar se foi você.
Mas ainda hoje me pego falando de você no presente, me emociono vendo suas fotos, sinto uma dor no coração quando o Lucca fala: “Cacau estrelinha” e não seguro as lágrimas quando vejo um cachorro cumprindo sua missão de fazer alguém feliz.
Mas cada vez que perco a esperança na humanidade é quando mais sinto sua falta.
E quando estou muito carente, fecho os olhos e lembro do amor genuíno e sincero que você me devotava.
Quanta coisa se passou nesse 1 ano...
Nos momentos tristes eu chorava baixinho e lembrava de você ao meu lado nessas horas: quietinha e cúmplice.
E nos momentos felizes, torcia muito para que você estivesse vendo...
 
 

 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Eu e a educação física



Na minha época de colégio não falávamos em bullying, ao menos não chamávamos assim, mas claro que havia a zoação, a se havia. Eu particularmente não posso me queixar muito, no máximo era a bochechuda, CDF, puxa-saco das professoras, mas o que me magoava mesmo era ser a última escolhida para compor os times.

Isso quando não conseguia escapar das aulas de educação física. Preferia 5 horas de literatura a meia-hora fugindo de uma bola. Mas em algumas vezes não tinha escapatória e lá estava eu, cabisbaixa, esperando que alguém me escolhesse para sofrer na quadra.

Passados 12 anos e ufa! Estava livre da trigonometria e das terríveis aulas de suar.

Mas aí eu me tornei adulta e quando a gente cresce P R E C I S A fazer ginástica, não é o que dizem por aí? E lá fui eu pra academia.

Matrícula feita, as benditas lycras compradas e não me arrisquei em nenhuma aula que demandasse o mínimo de coordenação motora. Engrenei na musculação e saia de lá me achando o Stalone.
Só não entendia aquele suquinho colorido que o pessoal costumava tomar em seus squeezes maneiros. Hoje em dia acho que chamam de Whey-sei-lá-o-quê.

Bom, estava quase batendo meu próprio recorde de 3 meses frequentando lá umas 2 vezes na semana. Porque tinha dia que estava chovendo, ou frio, ou calor, ou tinha algum programa muito legal na tevê, ou era dia da árvore, sei lá, tudo era desculpa para faltar.

Um dia, num frio danado, tinha prometido que não ia mais faltar, estava concentrada pensando talvez em trabalho e chegando à academia lotada às 7 da noite. Como eu disse estava frio e a porta de correr de vidro que costumeiramente ficava aberta nesse dia estava fechadinha e foi nela que minha testa e meu joelho deixaram sua marca. Se bobear estão lá até hoje. Não sei se me recordo mais da queda e da dor ou das inúmeras pessoas que estavam na bicicleta ergométrica de frente pra porta e passando mal de rir da moça estatelada no chão.
O instrutor me ajudou a levantar tentando ser sério, entrei com cara de choro e fiquei no banheiro por 1 hora. Quando finalmente tive coragem de sair fui embora pra nunca mais voltar.
Assim acabava minha trajetória de musa fitness, mas contribuí para que colocassem uma faixa adesiva para que ninguém mais desconcentrasse o povo que estava ali para malhar e não para morrer de rir.

Mas como depois dos 30 ninguém pode ficar parado, cá estou no meu novo projeto “xô sedentarismo”.
Dessa vez bem longe de academia, correndo por aí livre e solta feito uma criança saltitante. Ainda esperando o tal bichinho me morder e eu morrer de amor pela prática.

Mas tenho como grande inspiração meu tio de 56 anos que é maratonista e espelho dos atletas que o acompanham.
Não tenho a pretensão de chegar ao nível dele, só não quero mais dar de cara com a malhação e nem ser a última escolhida no time dos ativos e saudáveis.

Então bora lá por mais 5km na conta! (É assim que eles falam! rs)



quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

“Olhos nos olhos, quero ver o que você diz...”

Meu pai tinha lindos olhos verdes que eu não herdei.

Eram vibrantes, meio misteriosos, um tanto maliciosos e muito bonitos.
Sempre achei que tivesse um “quê” de Chico Buarque, talvez por isso fizesse tanto sucesso com o mulherio.

Dizem que toda filha é apaixonada pelo pai. Claro que não estamos falando de nada incestuoso, mas sim de certa idolatria, uma admiração quase mítica.
Posso dizer que eu fui apaixonada por ele. Mesmo depois de descobrir que meu príncipe dava expediente em outras paragens e que habitava outros reinos, ainda assim continuava amando aquele homem.

O tempo passou, infelizmente nos distanciamos, mas continuei fascinada por aquele olhar.
Há quase cinco meses seus olhos perderam o brilho, mas curiosamente (e morbidamente também), insistiam em se manterem abertos.

Sendo assim, a última imagem que tenho dele é com os olhos ainda entreabertos (e um arrepio me corre a espinha cada vez que me lembro).
Bom, parece que vieram me observar. Digo isso sem nenhum cunho religioso, mas se me perguntarem com o que sonhei essa noite direi: “com os olhos vivos de meu pai”.

 



terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Bye Bye 2014

Mais um ano que chega ao fim e eu aqui na missão de fazer minha tradicional retrospectiva.
Foi um ano de perdas: perdemos nossa Cacau tão amada, roubaram nosso carro, perdemos o emprego que nos sustentava, perdi meu pai...
Ano de preocupação extrema e de enfrentar um problemão maior do que podemos mensurar. (Esse infelizmente ainda sem solução aparente)
Ano de amargura. Houve quem me devotasse rancor, desamor, desprezo.

Mas 2014 não foi um completo carrasco.
Também foi o ano de acompanhar de perto o crescimento do meu pequeno com o coração transbordando de alegria e orgulho. Saúde, desenvolvimento, descobertas, amor maior que o mundo.
Ano de realizar um grande sonho. Frio na barriga, choro de saudade, riso frouxo, novos horizontes, muitos passeios, mais sonhos, mais saudades...

 
Em alguns momentos na vida nos deparamos com essa dicotomia e a divisão definida entre o bem e o mal e esse ano foi exatamente assim: extremo e dividido.
Felicidade X tristeza profunda. Alívio X preocupação. Amor X ódio.
A vida não é uma novela, mas às vezes se assemelha a um roteiro de alguém criativo e maquiavélico. Com aquelas  “coincidências” bizarras e pegadinhas do destino que nos deixam perplexos.
Mas o ano se foi e depois de tantos acontecimentos (bons e ruins, a vida é assim!) ficam o aprendizado e o amadurecimento.
Saio desse ano mais forte, mais dura também, com os dois pés atrás com meia dúzia de pessoas, mas também com o coração aberto para quem demostrou seu carinho genuíno, sua confiança e sua amizade.
Faço essa retrospectiva olhando para trás, mas já com o olhar lá na frente. Revivendo aqui os acontecimentos do ano que se finda, mas mentalizando para 2015 uma vivência plena e positiva.
Lembrando-me do que não foi bom, mas já pensando em ações que possam sanar os dissabores e, muitas vezes, evitá-los, para que não se repitam. E, se eles se repetirem, que eu possa com antecedência combatê-los ou me proteger, invocando a bondade divina, que está sempre perto de nós, aguardando apenas pelo nosso apelo.

 
É isso, nesse ano, mais do que pedidos, quero estar mais perto de Deus.
 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

I have a Dream...


"Somos assim: sonhamos o voo, mas tememos a altura. Para voar é preciso ter coragem para enfrentar o terror do vazio. Porque é só no vazio que o voo acontece. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Mas é isso o que tememos: o não ter certezas. Por isso trocamos o voo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram."
Fiódor Dostoiévski, em Os Irmãos Karamazov

Cá estou, na iminência de realizar um grande e esperado sonho e...morrendo de medo!
Analisando a reflexão acima, percebo quantos foram os sonhos pelos quais deixei de lutar exatamente pela ausência de certezas e do receio do fracasso. Mas existe fracasso maior do que sequer tentar? 

Mas enfim, voltemos ao sonho!
(Esse mesmo, por pouco não ficou para trás!)

Hoje, queria gritar alto para o mundo ouvir a grande realização que estou prestes a vivenciar. Meu coração mal cabe dentro do peito tamanha emoção e expectativa.
Ao mesmo tempo fico remoendo as incertezas: o que nos espera, como o Lucca irá se comportar e o pior (e principalmente), o que os outros irão pensar?

Que raiva de mim por me importar tanto com o julgamento alheio, que na maioria das vezes provém de pessoas que na realidade nem gostam da gente e querem apenas especular e julgar.
Há algumas semanas assisti o espetáculo “O Homem de La Mancha”, musical de Miguel Falabella inspirado em Dom Quixote. Nessa versão brasileira, o diretor por sua vez se inspirou em Bispo do Rosário, artista plástico que ficou internado por mais de 50 anos em um hospício. A história inclusive se passa num manicômio dos anos 30.

O musical inteiro é permeado por uma atmosfera de sonho, meio insólito, meio insano, mas um tanto real. A mensagem que ficou para mim definiu-se pela trilha sonora e a mais emblemática foi com a música do Chico Buarque.
“Sonhar mais um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar inacessível chão...”


Quero que minha mente se volte apenas para o sonho, que eu consiga esquecer o medo, as fofocas, parar de pensar em tantas justificativas para dar, quero me jogar no vazio, me sentir livre e dar um chute nas gaiolas.
Sendo assim, vou ali realizar meu sonho e já volto!

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Mamíferos


Sempre me imaginei amamentando. Não sabia como, (nem o quanto doía!) mas queria muito exercer meu papel de mãe mamífera.
Era um sonho sim, mas quando finalmente aconteceu eu achei que não conseguiria. Imaginava que por ser algo tão instintivo e até primitivo, o bebê já nasceria Ph.D. em mamar. Mas não é assim viu. Ele precisa aprender, aliás, ambos precisam. Bom, depois de algumas aulas práticas e intensivas, finalmente conseguimos nos entender.
Eu só não me entendia com aquela dor. Como uma boquinha tão linda e desdentada poderia se assemelhar com uma enorme barracuda? E aquela língua minúscula? De repente se transformava numa lâmina de barbear!

Cadê aquele clima mágico entre mãe e filho? Por que precisava ser tão sofrido?
Cada vez que se aproximava a hora de mamar eu já me angustiava.

Mas enfim aquele primeiro mês passou e finalmente chegou o tão sonhado momento “propaganda da Johnson”. Aí era só ternura no momento mais sublime entre uma mãe e seu filho. A realização máxima do meu sonho.
E o tempo passou...
Durante seis meses eu era fonte exclusiva de alimento para ele. Não era dependência, muito menos escravidão como já ouvi por aí, era amor em estado bruto.

Depois novos alimentos foram introduzidos, mas o único leite que ele queria era o meu.
Agora meu bebezinho mais parece um moleque danado que corre e quer explorar o mundo, mas que ainda recorria ao aconchego do mamar na hora de dormir.

Esse momento está chegando ao fim e 1 ano e 2 meses depois ele praticamente esqueceu do mama essa semana.
Dá uma certa tristeza, mas estamos encerrando esse ciclo sem traumas e da forma mais natural possível.
Novos ciclos virão, mas nunca me esquecerei daqueles olhinhos famintos encarando os meus...

sábado, 10 de maio de 2014

Sobre ser mãe

São quase 15h30.
Na rádio alguma banda das antigas toca uma música bonita e a tevê mostra um desenho excessivamente colorido.
Ela pega o bebê no colo e começa a balançar devagar, murmurando a letra da música, bem baixinho, no ouvido dele.
Antigas canções de rock clássico seguem tocando e um bocado de sono se misturam para fazer com que se sinta ainda mais sentimental. Aumenta um pouco o som, mas não o suficiente para que o bebê desperte.
Depois vem Bob Dylan e mesmo sem nunca ter gostado muito daquela voz nasalada começa a dançar, cabeça baixa, aperta o filhote em seus braços, fecha os olhos e se sente com 18 anos outra vez. Canta em voz alta, é constrangedor, mas ela não liga. Numa sala de uma casa geminada, dançando com o filho, de repente se sente muito feliz.
Sobe as escadas devagar e o coloca no berço. Ao sair do quarto pisa acidentalmente num brinquedo barulhento. Se volta imediatamente para o bebê e mesmo dormindo ele sorri. Sorriso lindo, filho lindo...
A casa parece muito quieta agora.
Olha mais uma vez para aquele rosto e se reconhece.  Então toma consciência disso e mais de um ano depois ainda parece não acreditar. Finalmente sai do quarto e pensa que ele é uma parte dela, talvez a melhor parte...
E nesse momento, mais que felicidade, sente que aquele fragmento de vida é um jubilo...

 

quinta-feira, 6 de março de 2014

Cacau


Tão difícil descrever esse sentimento. Lidar com a morte é sempre complicado, mas achei que por se tratar de um animal seria menos doloroso.
Nunca perdi um cachorro tão meu e com meu 'dna'.
Ela foi sonhada e planejada e lembro bem da nossa
ansiedade na véspera de busca-la no abrigo. Quando chegou e encheu nossa casa de alegria, senti que ali nascia uma verdadeira família.
Sempre tão meiga e às vezes meio bruta na forma de demonstrar seu carinho, era o cartão de visitas para quem chegava na nossa casa.
E até para aqueles que não a conheceram, sua história chegou, pois sempre falamos dela com brilho no olhar.
Que amor lindo, genuíno e incondicional o nosso.
Desejo que quem não entende do que estou falando um dia tenha o privilegio de sentir e receber esse amor.
Minha bebê de apenas 2 anos e 10 meses...me dói demais imaginar tudo que poderíamos viver ainda, mas sua passagem foi breve, porém muito intensa e você deixou um legado de amizade e companheirismo.
Me sinto honrada por ter sido escolhida para cuidar desse anjinho, que tanto me ensinou.
Minha 'sombra', será difícil chegar em casa e não ter você me esperando...
Acordar e não receber o seu bom dia...ver que o Lucca vai te procurar e não vai te achar.
Mas tenho o coração em paz, primeiro porque você se foi dormindo, sem sofrer. Segundo, porque fizemos tudo que estava ao nosso alcance, sem medir esforços.
Se pecamos, foi por excesso.
Se erramos, foi por te amar demais...
Descanse em paz meu amor.
 
 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

“Mas é só uma cachorra!”

É a frase que fico repetindo na minha cabeça quando sinto um aperto no peito e aquela vontade incontrolável de chorar.

É só uma cachorra...Mas é aquela que escolhemos no site da ONG e que correu até nós quando chegamos ao abrigo. Sim, parecia que ela já nos aguardava, pois dentre todos os filhotes ela foi a primeira a nos receber.

E agora, apenas 2 anos e meio depois, nos vemos diante das feições pasmas dos veterinários que simplesmente não conseguem explicar o que ela tem...e pior, não sabem dizer como ela ainda sobrevive.
Nos últimos seis meses já foram mais de 10 exames e 5 veterinários diferentes e não temos um diagnóstico. Começamos a seguir uma linha de tratamento, há uma melhora, mas algum exame faz cair por terra toda a teoria e outros sintomas aparecem. Tem sido assim...
É Cacau, ontem o papai ouviu dos médicos que você está com o coração grande. Isso eu sempre soube, você literalmente tem um coração enorme onde cabe cada pessoa que dedicou cinco minutos de atenção a você.
Puxa como dói não saber o que fazer. Ver sua bichinha definhar na sua frente e não poder ajudar.
Mas ao mesmo tempo tento e aceitar os desígnios de Deus e entender que por algum motivo precisamos passar por isso...nós e ela!
Um pequeno filme passa pela minha cabeça. O dia em que a trouxemos para casa, os passeios no parque, as aulinhas de “senta e dá a pata”, as vezes que chorei abraçada a ela e tantas outras em que permaneceu quietinha ao meu lado quando eu não estava bem. E quantas vezes imaginei o Lucca rolando com ela no chão...
Minha sombra que quase me fez tropeçar inúmeras vezes por andar colada a mim e me esperar no tapete do box enquanto tomava banho...caramba, difícil demais imaginar minha vida sem ela.
Em alguns momentos a esperança vai embora, o olhar e a descrença dos médicos me desespera e perco o chão.
Mas quando a vejo lutando, reagindo, voltando a andar e comer sozinha, uma enorme luz volta a aparecer no fim do túnel.
E é com essa animação que termino esse texto, porque me pego exatamente nessa brecha que a medicina não explica, na fé que tenho em Deus e, principalmente, na vontade que ela demonstra em viver.
É só uma cachorra...mas é a MINHA cachorra!